Campinas

Já comi lá duas vezes desde que descobri o lugar recentemente. Pedi uma salada da primeira vez e um peixe com legumes da segunda. Nas duas, a comida estava ótima. Leve, bem balanceada, e em quantidade satisfatória. É um dos pouquíssimos lugares na Praça de Alimentação onde se pode comer algo que não venha pingando gordura. Eles também têm ótimas opções de pratos vegetarianos.

Uma outra vantagem é que, como quase ninguém come lá (triste, mas verdade), nunca tem fila. Mesmo nos dias mais lotados do shopping, quando a galera fica se estapeando por mesa e espera horas nas filas dos restaurantes mais famosos, o Verde tá lá, tranquilo. Você é atendido na hora e a sua refeição fica pronta em 10 minutos. Show de bola!
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Daria mais uma ponto de preço se não fossem as porções gigantescas que tem lá.

Se você olha um “Baiãozinho” (baião de 2 para 1 pessoa) por R$28, realmente dá um susto. Fui comer com a minha irmã e pedimos um caldo pra cada um mais um Baião de Dois para 2. O próprio garçom bacanamente falou “é MUITA comida; esse pra 2 pessoas serve umas 4″ e recomendou o Baiãozinho. Gostei da honestidade. Eu fiquei receoso que ia passar fome, mas de fato, nós dois comemos BEM, e ainda sobrou METADE do prato. E estava uma delícia!

A gente pediu pra levar o resto e o garçom embalou de boa, sem cara feia.

O atendimento realmente é meio demorado. Pra conseguir uma mesa foi tranqüilo, mas a gente foi num dia não muito cheio e na hora de pagar eu acabei indo no caixa eu mesmo porque estavam demorando demais pra vir buscar o dinheiro.

Uma coisa que eu tenho que voltar com mais tempo pra ver é o empório em si. Eles têm zilhões de tipos de queijos e azeites e vinhos e chocolates e coisas gostosas (e provavelmente bem caras). Um dos poucos lugares onde eu vi chocolate Lindt, por exemplo.
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Estava pensando em procurar um cliente de WordPress para o Android, pra escrever aquelas coisas um pouco maiores (mas nem tanto) que nao cabem no Twitter. Aih lembrei que desde sempre o WordPress permitia postar por email. O cliente do Gmail pro Android eh muito bom, salva drafts quando eh interrompido/desligado, etc. Perfeito! Quem sabe eu passe a escrever mais agora (mais posts, mas menos em cada post). Tudo sem acento, claro.

Campinas

Sempre passei ali em frente e nunca entrei porque não sou muito fã de pastel, mas esses dias resolvi conferir se tinha outras coisas. Realmente, é só pastel.

O cardápio é enorme, tem sabores de pastel o suficiente pra cobrir quase todas as paredes do lugar. Não achei um sanduíche, uma esfiha, nada. Aí perguntei. Eles têm, na verdade, salgados assados, mas é tudo esquentado no micro-ondas. Pedi uma esfiha, mas não chegava nem perto da cara suculenta dos pastéis. O suco de laranja estava muito bom.

Um ponto que me chamou atenção é o quão asseado o lugar é. Quando eu penso em pastelaria normalmente eu imagino um lugar gordurento e sujo, meio estilo feira ou rodoviária. Ali não. Tudo muito limpinho, arrumadinho, supimpa. Quando o amor às minhas artérias der uma folga eu ainda volto para provar os pastéis ;-)
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Depois de tanto ouvir o lpereira falar bem do Andanças, resolvi ir lá com ele conferir, agora que eu tô querendo pagar de quem conhece cerveja.

Pedi uma Bamberg München (duas cervejas diferentes dependendo de onde encosta na sua boca, muito louco), uma Bamberg Rauchbier (tem gosto de salame defumado, hmm..) e uma 8.6 blonde (eles tavam sem a red).

O atendimento foi de primeira, os preços razoáveis, e deixaram a gente comer chipinhas do Pão de Açúcar lá dentro :)

A música estava super show, blues acústico de primeira com o “Paulo Gazela”:http://www.paulogazela.com.br/, que tratou a gente super bem, tomou pedidos e até veio fazer um quase-lap-solo de gaita na nossa mesa.

A gente ficou na varanda lá fora, onde é mais fresquinho, mas lá dentro tem um ambiente super legal com uns sofás e tal. Parece legal de levar namorada também.

No geral, o lugar é classudo sem ser metido, te deixa muito à vontade e te serve bem. Recomendo!
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Pedículos com morfologia curta em L3-L4, sem estenose constitucional significativa do canal vertebral. Pequenos nódulos de Schmorl em múltiplos níveis vertebrais explorados. Sinais de discopatia degenerativa em L4-L5 e L5-S1. Leve abaulamento discal difuso associado a protusão discal mediana em L4-L5, apresentando íntimo contato com o segmento neural de emergência L5 esquerdo na sua porção intracanal, sem compressão significativa. Protusão discal paramediana esquerda em L5-S1, comprimindo o segmento neural de emergência S1 esquerdo na sua porção intracanal. Edema dos ligamentos interespinhais em L4-5 e L5-S1, provavelmente de origem mecânica.

O fim-de-semana na casa da Michelle foi ótimo. Fui forçado a assistir vários filmes clássicos americanos (incluindo Three Amigos), e tive uma experiência bem familiar em geral. A Michelle é uma pessoa super amável, e a Naomi (que mora com ela) também é gente finíssima. Isso já faz umas duas semanas, então não lembro de muitos detalhes.

Depois disso vim pro Green Tortoise, o albergue mais hippie de San Francisco. A vida aqui é fenomenal! Tem os hóspedes normais que vêm e vão, e vários perdidos que meio que moram aqui, e é incrível conhecer as histórias dessas pessoas. Tem o Chris, que fugiu de casa, toca piano escrotamente bem e está estudando cinema em SF; Nastya, a russa linda e selvagem que se revoltou com a falta de democracia na Rússia e veio tentar ser pintora aqui; o Matias, chileno romântico que veio atrás da namorada, também toca piano e violão muito bem, não conseguiu nada com a ex-namorada e viveu momentos incríveis e boêmios comigo aqui; a Kathy, world-traveler irlandesa e uma das pessoas mais pra cima (sem ser boba) que eu já conheci, e a lista continua.

O albergue tem um salão enorme onde a galera fica ouvindo música e conversando, jogando sinuca, comendo (de tudo!), bebendo e fumando (de tudo!). Tem um piano e violões, então às vezes rola umas jam sessions maravilhosas, intercaladas por gente babaca tocando house.

Tem sido difícil trabalhar aqui, mas eu não podia ter escolhido lugar melhor pra ficar. A vida social aqui tem sido muito mais rica do que eu consegui morando com gente trabalhadora e entediante no Castro. Tive até tempo para aventuras (e desventuras) amorosas :) Vou sentir falta demais desse lugar.

Eu normalmente reviso demais os posts depois de escrevê-los, e assim acabo demorando demais, o que me desanima a escrever o próximo. Agora o teto é 30min.

Sexta-feira passada saí do meu confortabilíssimo quarto alugado no Castro. Foi uma despedida legal. Visitei o museu da GLBT Historical Society, finalmente experimentei um Hot Cookie e fui a um lugar achando que era pizzaria e dei de cara com um bar cheio de drag queens. Tomei uma cerveja, almocei no Café Floré e fui pra casa da Michelle, amiga da Vera, que se ofereceu pra me hospedar.

San Francisco

Se você acha que pirulitos de pênis de chocolate e fotos de gente seminua NÃO deveriam existir em uma loja de biscoitos, fique longe!

O nome da loja é um trocadilho com uma expressão de conotação sexual (http://www.urbandictionary.com/define.php?term=Hot%20Cookie) que cai muito bem com o espírito extravagante do bairro, e eles vendem cuecas com o elogio. Fotos dos clientes usando a cueca estão espalhadas pelas paredes.

Ah, claro, eles também vendem cookies! São um pouco carinhos (o de côco e macadâmias sai uns US$2,50), mas deliciosos! A loja é um tremendo sucesso e o cheiro atrai todo mundo que passa pela calçada. O atendimento também é super simpático.

A cueca custa 12 dólares e eu não tive coragem de comprar, mas é super “style” :)
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Pode ser um sinal de que Ruby já está passando da linha do agradável em termos de mainstream no geral, ou simplesmente que a Área da Baía tem gente demais ganhando dinheiro com isso pra permitir uma cultura hacker mais isenta (ou pelo menos menos explícita a respeito) de interesses comerciais para o nível de mainstream que ela alcançou. O fato é que, depois de dois encontros de usuários, um do SF Ruby Meetup Group e outro do East Bay Ruby Meetup Group, eu saí bem pouco impressionado.

Cadê o código?

O primeiro encontro foi no QG da NewRelic e teve pouco ou nada de Ruby em si. O CEO apresentou o produto super show de monitoramento de desempenho de aplicações Rails (que foi super impressionante, mas majoritariamente autopromoção, sem quase nenhum conteúdo técnico), e o resto foi caras apresentando coisas que eles fizeram com Ruby, mas sem mostrar nenhum código.

O que chegou mais perto de ganhar o título de “rêiquer” na noite foi a apresentação super bem feita do Jon Crosby sobre o CloudKit, que eu ainda não entendi exatamente o que é, mas parece ser uma versão simplificada do CouchDB. Foi mais um ótimo jeito de ver as maravilhas escondidas do protocolo HTTP, mas mesmo essa não teve nada de Ruby em si.

Eu acho que ter um desfile de demos de aplicações que coincidentemente foram escritas na mesma linguagem de programação, sem referência nenhuma a detalhes de implementação, não configura como algo relevante para apresentar a uma comunidade de desenvolvedores. Se ainda fosse uma biblioteca, um framework ou algo assim, com exemplos reais de código de como alguém poderia usá-lo(a) na sua aplicação, ainda vai. De resto é só autopromoção e desperdício do tempo alheio.

Isso é bem diferente, aparentemente, do que acontece no Seattle.rb onde, além de inventarem um nome show pro “rb” (”Ruby Brigade”), todos os encontros são Open Hacking Nights e a galera realmente parece bombar projetos juntos.

Cadê a cerveja?

O segundo encontro foi um pouco mais técnico, mas foi basicamente o Ezra Zygmuntowicz tirando dúvidas e medos da galera a respeito da fusão do Rails e do Merb. Ainda nenhum código.

Mas a falta mais sentida foi a da socialização. Eu fui a esses encontros mais pra conhecer outros rubistas, bater papo, sair depois e beber. Foi o que aconteceu na RubyConf a que eu fui. Mas aqui o pessoal é bem direto ao ponto. Chega, assiste a palestra e vai embora.

E, pra ser justo, não é só falta de cerveja. No encontro da NewRelic teve cerveja e pizza de graça, e até rolou um socialzinho pequeno antes e depois das palestras, mas nada no estilo GPSL de puxar assunto com gente nova que aparece (o grupo é pequeno, então cada novo integrante é comemorado!) e depois chamar todo mundo pra ir comer, conversar e beber no Gordão.

Conclusão (ou “proposta de intervenção”)

O modelo das Open Hacking Nights parece bem legal. Quando eu voltar pra Barão talvez eu comece a fazer isso na minha casa. Acho que aperitivos (ruffles, etc.), refrigerante, cerveja e wifi são o suficiente pra galera se juntar de quando em quando e hackear coisas. O que não falta lá em casa é espaço, e eu já tenho uns projetos me coçando pra serem escritos :)